Alexandra Deitos
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Autor

Alexandra Deitos

Alexandra Deitos

Nasci numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, onde vivi os primeiros anos da minha vida até terminar o ensino médio. Então, ainda menor de idade, saí de casa e vim parar na cidade de São Paulo, onde estou até hoje. Na área das Artes e Design me formei Bacharel em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo | USP e Atriz pelo Teatro Escola Macunaíma, entre outras pequenas formações aqui e ali. Atuei na cena cultural através de projetos de light design e traje de cena por mais de uma década, quando inesperadamente me encontrei no caminho com o mundo canino. Estudei Comportamento Animal e o uso de metodologias educativas com enfoque Positivo e de Bem-estar Interespécies com Dante Camacho, Tudo de Cão, Universidade de Edimburgo, entre outros. Fundei a Pompom's House. Um espaço de hospedagem, convivência e socialização canina, onde, no momento, exploro minha experiência em Educação e Comunicação Canina, Manejo de Grupo e Diretrizes para Sociabilização. Você pode me conhecer de um desses períodos da minha vida. Ou, ter acabado de saber da minha existência nesse mundão. Não importa. Fico feliz que estejas aqui, e espero que algo do que eu compartilho seja troca e partilha contigo.

Crônicas-quase

Persona

por Alexandra Deitos abril 20, 2010
Em preto e branco, com todo o toque de uma boa ausência de cores. Persona, de Ingmar Bergman, nos atinge em cheio no âmago, despedaça a ideia de ilusão e joga a realidade na escala de cinza mais real, na frieza, na incomunicabilidade – um isolamento do colorido do mundo. O mundo não é real. Real é algo muito, muito além. “O irrealizável sonho de existir, não o de parecer, mas o de ser.” Assim ele permeia a linha tortuosa e quase invisível que tanto insistimos em ignorar e a qual se nos ativermos de fato, ou estaremos, ou seremos tidos como, esquizofrênicos.
De acordo com o método teatral desenvolvido por Stanilslavsky, o ator tem de ser o parasita da personagem para o seu êxito futuro e verossimilhança. E nós? O quanto nós precisamos ser parasita de nós mesmos para conseguir êxito em ser? Eu não sei qual a relação, mas o filme e tudo isso me remete muito aqueles mapas e fotos com opções de zoom quase infinitos, tanto para mais quanto para menos… estes que sempre me causam uma certa angustia, um certo vazio, um certo sei lá…. talvez medo.
Deixo duas imagens. Porque imagens preenchem quando não se sabe mais o que tirar e o que colocar no vazio de uma alma. A foto que segue nesse link é um exemplo das possibilidades de muito zoom (tem exemplos melhores, mas esse era o que estava mais recente e mais fácil). E a foto abaixo é o momento de fusão das duas “personas” no filme.
 

as imagens presentes em ENSAIO AO ENGENHO, entre 2007 e 2014, são em partes de minha autoria e outras retiradas do google imagens durante o período citado. portanto, pode ocorrer que alguma imagem não esteja devidamente creditada. Assim, se você viu alguma imagem de sua autoria, ou sabe de quem seja, por favor, deixe um comentário ou entre em contato para que eu possa dar os devidos créditos ou então substituir a imagem, se assim for necessário.
abril 20, 2010 0 comentários 87 Visualizações
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Lirismos

De uma sexta-feira

por Alexandra Deitos abril 19, 2010
Da carranca surge um flash de momento de filme feliz ao ver as folhas das árvores levadas embora pelo vento. Enquanto um beija-flor perdido na estação não encontra seu beijo, uma boca fria tardia no asfalto quente se expõe. Assim é fim de tarde de uma sexta-feira difusa. No céu há sempre uma lua ou uma estrela ou uma nuvem, nunca um vazio completo na imensidão. Tem pipa, tem balão, tem andorinha, tem sol, tem avião também, tem tempo que leva e tem tempo que trás, tem tudo que você quiser e o que não quiser também. É preciso jogo de cintura para sambar ao ritmo de uma 5ª Sinfonia. E se foge da realidade viver além de uma existência, tudo é mais belo ainda, como numa canção de ninar, com fadas vestidas de loucura e olhos com cores de Almodóvar.
abril 19, 2010 2 comentários 116 Visualizações
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Rítmicos desenhos

Para colocar ritmo

por Alexandra Deitos abril 14, 2010

algo
pulsa
anseia
grita
compassa

pelo nada

ritmo
desordenado
grito de espera
movimento
constante

passo
vomitado
não desligo
não descanso
vomito
passado

liberdade não era a chegada
será? um passo atrás?
com toda agitação possível
segue a calmaria do grito

algo
pulsa
anseia
grita
compassa

pelo nada

ritmo
desordenado
grito de espera
movimento
constante

passo
vomitado
não desligo
não descanso
vomito
passado

abril 14, 2010 2 comentários 122 Visualizações
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Crônicas-quase

Sobre ser. Ou sobre a condutora. Ou sobre alguma coisa que pensei no ônibus.

por Alexandra Deitos abril 14, 2010
Não é novidade alguma mulheres ocupando cargos antes restritos aos homens. E começando assim, embora sem novidade, eu poderia fazer um abrangente sobre universo femininoXmasculino e todo esse blá blá blá que não teria fim tão cedo, mas isso cansa de certa forma. É como se tivéssemos que defender a todo instante a diferença que tanto queremos eliminar, esbarrando naquela historinha das “cotas” e para ser mais  precisa, no filme “Até o limite da honra”. Eu só gostaria, simples e rapidamente, de expressar o meu sorriso desta manhã ao pegar um ônibus com uma condutora mulher, sem incorrer nas muitas camadas do que isso pode significar.
Condutoras de transportes públicos são comuns e eu utilizar ônibus dirigidos por elas também, porém o que sempre percebo, com tristeza, é essas mulheres tentando uma igualdade desfigurada. Elas tornam-se figuras endurecidas, grosseiras, lutando por se tornarem semelhantes aos homens por meios que envolvem muita mais a questão humana do que a questão homem/mulher, e no entanto elas só deveriam se preocupar em fazer bem o seu trabalho.
Então, essa manhã eu tomei um ônibus. A principio não vi quem conduzia, pois eu estava no último degrau da porta de uma condução super-lotada. Uma passageira me perguntou se poderia fechar a porta e seguimos. Não vou transcrever aqui detalhes de percurso e comparações com outras conduções que pego durante a semana, nem detalhes fundamentais de preocupação e atenção com os passageiros, coisas que nada tem a ver com o sexo da pessoa que conduz. O que quero deixar dito é que quando visualizei a motorista em questão tive um momento de espanto. Ela era diferente de todas as outras condutoras que já vi. Dava para  perceber que era uma mulher contente com sua posição de mulher, que não estava interessada em se igualar ao sexo oposto só por estar numa profissão antes não feminina.
Ela dirigia bem, e se para fazer seu trabalho bem tivesse que se impor de uma forma mais firme, de uma maneira mais ousada, ela fazia, mas em momento algum desfigurando a mulher que é. Isso, para mim, é tudo que importa nessa alucinada sociedade: não desfigurar quem se é.
abril 14, 2010 4 comentários 144 Visualizações
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Lirismos

Do nada, ou, do tudo

por Alexandra Deitos abril 12, 2010
Como uma criança eu observo a vida. Tudo parece tão colorido, tão novo, tão belo, tão puro… que chega a causar medo, espanto. Entra na pele todo o sentir, todo o ritmo da beleza mais suprema e a vida passa a parecer uma cartilha colorida, uma fantasia brilhante de carnaval, um mundo encantado de contos de fadas. Lá no fundo reside um lodaçal quase alertando que tudo é de vidro e como na cantiga é vidro é pode se quebrar, é pouco e pode se acabar, mas eu assumo a personagem criança. Eu visto a ingenuidade renovada com os ventos do outono e sigo sorrindo para o manequim, correndo pelas poças da chuva, amando essa nova criança.
abril 12, 2010 0 comentários 96 Visualizações
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Interferências

TEMPOS VISUAIS

por Alexandra Deitos abril 8, 2010

“O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa
era a imagem de um vidro mole que fazia uma
volta atrás de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta
que o rio faz por trás de sua casa se chama
enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro
que fazia uma volta atrás de casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.”

Manoel de Barros

São tempos visuais para mim, mas além das imagens também muitas outras coisas sempre foram assim para mim… desde títulos para textos até os extremos da nomeação dos sentimentos.
Não há muito o que ser dito, os versos falam por si… nem mesmo estas poucas linhas são úteis, nada é útil… tudo é um nada e sentir deveria ser a única coisa realmente importante, mas somos todos crianças mimadas diante da prateleira de um supermercado.
Imagem de LiliRoze
abril 8, 2010 0 comentários 101 Visualizações
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Interferências

Đỗ Ai

por Alexandra Deitos abril 7, 2010

Poderá alguém um dia saber
Quantos talos tem um arrozal?
Quantas curvas tem um rio?
Quantas camadas tem uma nuvem?
Alguém poderá varrer as folhas de uma floresta?
E dizer ao vento para não sacudir mais as árvores?
Quantas folhas deve um bicho-de-seda comer
Para fazer um vestido com as cores do passado?
Quanta chuva deve cair do céu
Antes do oceano transbordar de lágrimas?
Quantos anos a lua tem de ter antes que envelheça?
No meio da noite, a lua vem e fica a espreitar
Ela que pode roubar o meu coração
Sempre cantarei canções alegres

Canção folclórica,
No filme Três Estações, de Tony Bui

abril 7, 2010 0 comentários 91 Visualizações
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Rítmicos desenhos

Import(a)] [âns(c)ia

por Alexandra Deitos abril 5, 2010

Quem se importa com a chuva?

Eu danço na tempestade,
Simples prazer de viver o que se tem.

Quem se importa com a pele áspera?

No contato com a minha aspereza,
Tudo é quase amor.

Quem se importa com a ausência?

No vazio a liberdade pesa menos,
Como balões de ar quente.

Quem se importa com as combinações de cores?

Aos meus olhos nada perde a beleza,
Cores são amores despertos.

Quem se importa com o formato da flor?

Há sempre um pouco de poesia,
No que tiver menção de flor.

Quem se importa com a importância?

Fazendo algum sentido,
Toda importância não importa.
abril 5, 2010 1 comentário 100 Visualizações
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De açúcar e de álcool

Oco preenchimento

por Alexandra Deitos março 29, 2010
Ombro com ombro. Rosto com rosto.
“Bom dia” “Bom dia”
Simples e sucinto assim, essa era a razão coordenando. Porém o perfume ficou no meu ombro, como um sentimento transformado em algo quase palpável. Já não bastavam as noites de sonhos, agora passei um dia inteiro com sua presença marcante me requisitando a todo instante.
Pensei em lavar o ombro, passar alguma outra fragrância, fumar um cigarro, cumprimentar outras pessoas, mas a razão é tão boba e ingênua nessas horas.
Eu quis correr e gritar para o mundo que um algo de você estava em mim. Eu quis te ter ali na minha pele e no meu olfato eternamente, mas a emoção também e muito boba e ingênua.
Durou muito tempo a sua fragrância em mim, quase impossível de se acreditar, enlouquecedora, tal qual canto de sereia. A tarde se esvaia nas minhas maiores desintegrações de realidade, e o perfume por fim se foi quando você sumiu sem o corriqueiro…
Ombro com ombro. Rosto com rosto.
“Tchau” “Tchau”
março 29, 2010 3 comentários 143 Visualizações
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Lirismos

AS MOÇAS

por Alexandra Deitos março 26, 2010
As pontas dos dedos da moça desconhecida ao meu lado lembraram furtivamente as de outra moça por mim conhecida. Por imediata diferença essa do momento tinha nas unhas uma cor bonita de vermelho, enquanto a da lembrança reclamava sempre não usar cores do tipo por ficar muito brega para ela.
A nostalgia naquele instante foi maravilhosa, embora gritasse de tão desconexa e pequena. Ficou a sensação de que tudo poderia ser bem mais do que aqueles fragmentos de lembrança que por vezes a vida me traz com sinceros sorrisos e alegrias. A moça presente em meu momento, como um raio de sol na noite adentro, talvez seja um desses amores que nunca paramos para perceber.
E talvez seja mais bonito assim.
março 26, 2010 2 comentários 117 Visualizações
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Você pode me conhecer como Xanda ou Alê. Dizem que somos a mesma pessoa, mas claramente somos duas, ou muitas mais. E aqui estou, ou estamos, e pretendo estar, cada vez mais inteira.

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