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A mornidão da cafeína no sangue fica latejando na cabeça. Café, cigarros, chocolate, um chazinho e algumas pílulas.
– Me vê uma Coca!
– Só tem Guaraná.
– Pode ser.
Está escuro, mas ainda vejo. Queria fechar os olhos, não fecho porque lateja. Uma luz na neblina não significa muito e um sorriso nem sempre é um sorriso.
– Nossa, quanto tempo!
– É.
– É.
Cada vez mais acordados de embriaguês todos dentro do sonho do outro, sempre outro. Consciente de sintomas de doenças que nem foram descobertas.
– Quantas folhas em branco!
– Não, estão todas rasuradas no verso.
– Ah, por isso…
Andando, correndo ou parado sobre o ∞, fazendo, comprando ou vendendo casas pré-fabricadas, tendo, abortando ou abandonando filhos preconcebidos.
– Ele é…
– É o quê?
– Ué…
Pra não ser dono da vida até roubar-se a si mesmo está valendo. E pra ser dono da vida do outro, também.
– Me vê mais uma Coca!
– Já disse que só temos Guaraná.
– Pode ser.
∞

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infinito…