Alexandra Deitos
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Autor

Alexandra Deitos

Alexandra Deitos

Nasci numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, onde vivi os primeiros anos da minha vida até terminar o ensino médio. Então, ainda menor de idade, saí de casa e vim parar na cidade de São Paulo, onde estou até hoje. Na área das Artes e Design me formei Bacharel em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo | USP e Atriz pelo Teatro Escola Macunaíma, entre outras pequenas formações aqui e ali. Atuei na cena cultural através de projetos de light design e traje de cena por mais de uma década, quando inesperadamente me encontrei no caminho com o mundo canino. Estudei Comportamento Animal e o uso de metodologias educativas com enfoque Positivo e de Bem-estar Interespécies com Dante Camacho, Tudo de Cão, Universidade de Edimburgo, entre outros. Fundei a Pompom's House. Um espaço de hospedagem, convivência e socialização canina, onde, no momento, exploro minha experiência em Educação e Comunicação Canina, Manejo de Grupo e Diretrizes para Sociabilização. Você pode me conhecer de um desses períodos da minha vida. Ou, ter acabado de saber da minha existência nesse mundão. Não importa. Fico feliz que estejas aqui, e espero que algo do que eu compartilho seja troca e partilha contigo.

Inclassificavéis

O sem fim com fim ~ III

por Alexandra Deitos outubro 1, 2013
A moça enrolou-se desengonçadamente no lençol e foi até o banheiro. Na penumbra seu reflexo no espelho lhe rendeu uma boa sensação. Toda imagem era multitransformável às 5 horas da manhã – e para ela a manhã era sempre um grande banquete. Em menos de 15 minutos estava completamente no meio da rua, abrindo as janelas da mente com partes de sonho e outras tantas realidades. O ônibus pela manhã lhe parecia um vasto mundo dela mesma. Milhares e milhares de variações de uma vida: a criança de ontem, a mãe de alguém parecia com a mãe de outro alguém, o idoso de amanhã, o rapaz estudando era a inveja, o outro rapaz dormindo era o presente, a moça perdida não lhe era estranha, o motorista era novo, o trajeto era novo também, a chegada era sempre a mesma. Bisbilhotava o livro nas mãos da moça ao lado “E havia um meio de ter as coisas sem que as coisas a possuíssem? …” Hesitou no último ponto da Avenida Qualquer Coisa. O automático já acionara, foi-se embora do banquete diretamente para o vazio das quatro paredes que dão valores aos espaços.
outubro 1, 2013 0 comentários 109 Visualizações
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Poemas-quase

Morra sem morrer

por Alexandra Deitos outubro 1, 2013
Uma confortável poltrona 
Para que fique sob a escuridão do céu 
Acreditando na luz 
Vivendo de luz 
Aboio cantado para te vender o céu 
Para te lembrar de sofrer 
Pelo mal 
E ainda mais pelo bem 
Asteroide, meteoro, meteorito 
Fortuna, ilusão, problema e paz 
Tudo vai cair do céu 
Apenas aguarde 
Guarde-se para amanhã 
Oferecendo aos que te chamam à vida 
O amanhã juntos no céu 
Só não vale morrer
outubro 1, 2013 0 comentários 109 Visualizações
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Poemas-quase

O sono dos justos

por Alexandra Deitos setembro 29, 2013
                                                                 Já não se ouve a rádio
                                                                 Ninguém escuta mais a Hora do Brasil 
                                                                 Já não se ouve o silêncio 
                                                                 Ninguém escuta mais a si mesmo 
                                                                 Já não se ouve a rua 
                                                                 Ninguém escuta mais a Paulista 
                                                                 Já não se ouve o outro 
                                                                 Ninguém escuta mais ninguém

setembro 29, 2013 0 comentários 90 Visualizações
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Inclassificavéis

O sem fim com fim ~ II

por Alexandra Deitos setembro 28, 2013
Uma multidão gritava. Todos nus, corriam pelas ruas. Havia flores nos cabelos. A moça estava ali no meio, bem no meio. Gritava que Jesus era nada, o Buda um idiota, e tentava salvar um boneco de Judas. Espalhou seus xingamentos à outros tantos, até aparecer a mulher loira. Um ringue. No meio: a mulher loira e ela. Não se tocaram, mas atiraram-se ao chão repetidas vezes. Em uma das quedas viu a mulher loira já longe, levou meia dúzia de pessoas. A moça olhou ao redor, a multidão havia ficado mas estavam tão quietos que era como se estivesse só. Ouviu um trovão, estranho, difuso. Uma luz mansa atravessava a multidão. Abriu os olhos. Desligou o celular que a despertava.
setembro 28, 2013 0 comentários 101 Visualizações
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Contos-quase

Sem fim com fim ~ I

por Alexandra Deitos setembro 27, 2013
A moça desceu as escadas. Um cigarro na mão esquerda e o olhar vago de uma mente em fuga. No pico do dia ainda fazia frio. Sentou-se no meio fio. Pessoas passavam em passadas ao mesmo destino: Restaurante Qualquer Coisa, o único que servia mais ou menos comida. “Talvez abrir um restaurante aqui daria uma boa renda”, fragmentos de rajada no olhar vago, entre tantos e tantos outros conectados em desconexões. Janelas do Windows abertas paralelamente sem finalidade, mas desfalcando consideravelmente o desempenho do sistema. A mente trabalha sem cessar. Aos alheios parecia que pensava coisas importantes. Ela possuía a certeza do não. Imitava a máquina. O dia inteiro com as dezenas de janelas abertas, no fim apaga-se fatigada de desimportâncias. Ninguém desconfia. O mundo acredita piamente na produtividade da imagem. No meio fio terminou seu cigarro. “Todas essas bitucas poderiam servir para alguma coisa…” Guarda a bituca no bolso, mas na esquina seguinte lança-a na sarjeta. Continuou como sempre. Segue o dia e segue o sono. Na volta para casa tenta resistir mais um pouco, por fim entrega-se ao cochilo em pé ao invés do livro que carrega na bolsa. “Depois do banho, talvez!” Não dormiu. Nem leu o livro.

 

as imagens presentes em ENSAIO AO ENGENHO, entre 2007 e 2014, são em partes de minha autoria e outras retiradas do google imagens durante o período citado. portanto, pode ocorrer que alguma imagem não esteja devidamente creditada. Assim, se você viu alguma imagem de sua autoria, ou sabe de quem seja, por favor, deixe um comentário ou entre em contato para que eu possa dar os devidos créditos ou então substituir a imagem, se assim for necessário.
setembro 27, 2013 0 comentários 84 Visualizações
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Poemas-quase

Enlatados na Galeria

por Alexandra Deitos setembro 26, 2013
Edite sua vida
Sem folga, sem vacilo
Tropece na falha da calçada
Mas aplique um filtro
Use lentes de grau modernas
Treine olhares inteligentes
Sacadas arrogantes
Use e abuse
Chame a atenção
Mas não dê nenhuma atenção
setembro 26, 2013 0 comentários 102 Visualizações
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Interferências

O Pilar do Zé

por Alexandra Deitos setembro 25, 2013

A beleza é sempre uma ferida, singular.
E em sua singularidade torna a vaidade uma riqueza.

É um pouco de menos pensar Pilar como um rígido pilar, e José Saramago como um Zé. Embora emblemáticamente esse é o caminho. Longe do lugar comum e além, é nessa simplicidade que reside a grande genialidade de cada um deles. Pilar e Zé. Tão distintos e tão dependentes que são no turbilhão que os solidifica. Nenhuma beleza existiria se não fossem um que são dois em importâncias distintas, pra nem mais e pra nem menos.

setembro 25, 2013 0 comentários 102 Visualizações
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Poemas-quase

Sois Sóis

por Alexandra Deitos setembro 24, 2013

Sois fiapo. Sóis esfiapados.
As nuvens tramam e amam
os ventos incendiários.
Sois brilho. Sóis rebrilhados.
Os ventos cantam e amam
as nuvens incendiárias.
Sois queimado. Sóis amados.

setembro 24, 2013 0 comentários 91 Visualizações
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De açúcar e de álcool

Maestrina

por Alexandra Deitos setembro 17, 2013

Maestrina, por que desafina as crias?
É muita carnificina e pouca madrepérola
Diante de tantas ambas feridas, Maestrina
Não cansa de materializar aflições desejosas?
Encolhida atrás de boas desculpas, Maestrina
Mate-me amortecida pelo rebento que sou
Imploro que mate alguma coisa agora
Em mim, em ti, em nós, no passado, Maestrina
Com maestria podemos ganhar um pouco de nós
Não espere o inferno manchar-se de azul

Maestrina, por que você não canta?
Meu gorjeio sucumbe em uma torre de babel
Amorteço-me em minhas forças desperdiçadas
Maculamos qualquer coisa boa, Maestrina
Quando conseguirei não ser o mesmo que você?
Maestrina, aborte-me se ainda for possível
Dispenso esse amor que me apodrece dia a dia
É mais do que posso, é mais do que quero
Não devo ser sua madrepérola, Maestrina

setembro 17, 2013 0 comentários 103 Visualizações
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Poemas-quase

Incompletos Repletos

por Alexandra Deitos setembro 10, 2013
Há quem se isole de si 
e então seu problema: 
transfere às multidões 
onde tudo que encontrará 
é ainda um pouco de si. 
Há quem se isole do mundo 
mas a pobre vaidade: 
pouco se basta sozinha 
e tudo que saberá sentir 
é ainda um pouco do mundo.

setembro 10, 2013 0 comentários 100 Visualizações
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Oi, sou Alexandra!

Você pode me conhecer como Xanda ou Alê. Dizem que somos a mesma pessoa, mas claramente somos duas, ou muitas mais. E aqui estou, ou estamos, e pretendo estar, cada vez mais inteira.

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