Alexandra Deitos
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Autor

Alexandra Deitos

Alexandra Deitos

Nasci numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, onde vivi os primeiros anos da minha vida até terminar o ensino médio. Então, ainda menor de idade, saí de casa e vim parar na cidade de São Paulo, onde estou até hoje. Na área das Artes e Design me formei Bacharel em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo | USP e Atriz pelo Teatro Escola Macunaíma, entre outras pequenas formações aqui e ali. Atuei na cena cultural através de projetos de light design e traje de cena por mais de uma década, quando inesperadamente me encontrei no caminho com o mundo canino. Estudei Comportamento Animal e o uso de metodologias educativas com enfoque Positivo e de Bem-estar Interespécies com Dante Camacho, Tudo de Cão, Universidade de Edimburgo, entre outros. Fundei a Pompom's House. Um espaço de hospedagem, convivência e socialização canina, onde, no momento, exploro minha experiência em Educação e Comunicação Canina, Manejo de Grupo e Diretrizes para Sociabilização. Você pode me conhecer de um desses períodos da minha vida. Ou, ter acabado de saber da minha existência nesse mundão. Não importa. Fico feliz que estejas aqui, e espero que algo do que eu compartilho seja troca e partilha contigo.

Poemas-quase

carnavais

por Alexandra Deitos março 9, 2011
confetes na sarjeta
amores na saleta
duas mil alegorias
meia dúzia de cantorias
dor transmutada
alegria multada
tiro de festim no escuro
bala de canhão no claro
ouro prateado
prata dourada
beleza que põe mesa
apatia sem realeza
multidão se desencontra
em si se encontra
na esquina o confim
no retiro o outro fim
março 9, 2011 0 comentários 86 Visualizações
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Rítmicos desenhos

UM

por Alexandra Deitos março 3, 2011
Rumo.
Prumo.
Dumo.
março 3, 2011 0 comentários 97 Visualizações
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Contos-quase

A pergunta, a mãe e a criança

por Alexandra Deitos março 1, 2011
Quando pequena, com ingenuidade perguntava para minha mãe: “- Mãe, se todo mundo precisa de mais dinheiro não é só fazer mais e distribuir?” E também ela ingenuamente tentava responder: “- O papel que usa para fazer dinheiro é muito difícil de encontrar.” E eu pensava que podia então ser feito de jornal, afinal me parecia um desperdício tudo aquilo que ia parar na nossa churrasqueira.
Por vezes ela se esforçou em respostas mais fundamentadas, discorrendo sobre algum caos social maior se o dinheiro fosse distribuído assim sem regras. Com o tempo começou a tentar delegar a culpa para um além do que ela mesma pudesse conceber, algo sobre uma super potência que sabia exatamente o que estava fazendo com a administração e distribuição do dinheiro. Parei de importuná-la. Ela parecia cansada de responder e eu na minha frágil compreensão infantil concluí que deveria ser um mistério muito maior que Deus, visto que sabia explicar melhor sobre ele.
Anos mais tarde um amigo começou uma explicação totalmente embasada, uma coisa meio sócio-econômica-política-filosófica, e na qual eu não consegui prestar atenção. Eu não quis a resposta quando ela podia finalmente me saciar. A pergunta havia se perdido há muito num velório de criança. Naquele momento tudo já era vivido demais, eu já era quase uma mãe evitando a filha de si mesma, onde uma teoria anestesiante a mais ou uma a menos não faria a mínima diferença.
Achando-me gente grande o suficiente derrapei na curva quando escutei a pequena dentro de mim perguntando: “- Se todo mundo gostaria de trabalhar um pouco menos de horas por dia não seria o caso de um acordo?” Mas como criança bem educada e crescida me reergui e passei pela curva em linha reta. Encontrei minha mãe logo na saída da curva, a nova pergunta já não existia.
março 1, 2011 1 comentário 116 Visualizações
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Lirismos

Machuca (sem relação com o filme, ou talvez sim)

por Alexandra Deitos fevereiro 17, 2011

Machuca, por vezes, muito mais o lápis do que uma enxada.
Machuca, por vezes, muito mais estar fora do ringue do que nele.
Machuca, por vezes, muito mais a liberdade do que uma prisão.
Machuca, por vezes, muito mais viver do que a morte em si.

fevereiro 17, 2011 4 comentários 150 Visualizações
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Proseios

Insustentável

por Alexandra Deitos fevereiro 17, 2011

B – Você conhece bastante para alguém de 20.
A – Talvez, porém muito pouco para alguém de 40.
B – Mas quando você chegar lá saberá muito mais…
A – E nunca poderei saber apenas o suficiente para a idade que tenho?

fevereiro 17, 2011 0 comentários 94 Visualizações
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Poemas-quase

Aquariana

por Alexandra Deitos fevereiro 15, 2011

Eu leio Paulo Francis.
Eu frequento o Fran´s Café.
Uso sabonete e desodorante Francis.
Tudo, tudo.
Só pra te ter em pedacinhos do meu dia.

fevereiro 15, 2011 1 comentário 94 Visualizações
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Poemas-quase

assim

por Alexandra Deitos fevereiro 10, 2011

Redemoinhos
48, 120, 360, marteladas
Explode, bum!
Vida em flagelos.

O lago é raso
1, 2, 3, barrigadas
Cômico, haha!
Suicídio fracassado.

fevereiro 10, 2011 0 comentários 79 Visualizações
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Crônicas-quase

O transbordamento da dor

por Alexandra Deitos fevereiro 2, 2011
Todo mundo é sofredor. Todo mundo sofre muito, carrega muita dor, muita insatisfação. Todo mundo é digno de pena, quer carregar a cruz maior, ter suas mazelas expostas dias após dia, precisar de alguma coisa, não querer alguma coisa. Todo mundo tem algum problema e é sempre maior que o do outro.
Eu dou total razão, é digno cada um saber o tamanho do que lhe pertence – a minha dor mesmo, agora neste momento, é maior que a sua que está lendo isso. Sim, bem maior, mas você não está enxergando, vai discordar e ficar com a que lhe parece mais real.
Há uma imensa dor cobrindo tudo, sangue colorindo pessoas, suor que não faz sentido algum quando se pode sangrar. Todo mundo sofre muito, mas também todos querem deixar de sofrer. Fala-se muito sobre um dia sem sofrimento, sobre o fim dessa dor infindável, há esperanças… a esperança é a última que morre, dita o clichê, e na sombra da tia esperança a determinação não gosta de ficar. A determinação gosta do gosto salgado do suor e da praia.
Adorando um Cristo e invejando sua dor, seguimos. Talvez seja a única usurpação de dor maior que admitimos, ou então nos sentimos o próprio Cristo destronado. Sentir-se um pobre coitado iludindo-se com a perfeição alheia. Sentir-se o injustiçado, o desprovido. Não ensinarem na escola como construir maquetes de auto-estima. Sofrer. Sofrer. Sofrer. Super natural. Tão bem aceito em sociedade como um empresário bem vestido escondendo sua podridão humana… é tudo muito natural e complacente. Esperar, ser paciente, calmo.
Todo mundo quer ser zen, quer atingir o nirvana, porque é difícil e te torna melhor…disseram. Mal educados, não devolvemos um tapa. Bem educados ainda oferecemos a outra face. E na próxima esquina somos os primeiros a dar o tapa em alguém, nunca pela defesa, mas sim porque somos melhores e merecedores, proprietários de um certo direito… por tanto sofrimento.
Eu sofro mais do que você que está lendo, já disse! E só por esse motivo tenho o direito de vomitar opiniões mal formadas, escrever impropérios e achar que no mínimo você precisa ler tudo isso e se compadecer de mim. Com pena da minha dor você deve me amar, alimentando assim o meu sofrimento até ele ganhar poderes, até nascer a segunda cabeça do dragão que vai te devorar, porque sua pena só vai gerar migalhas e confirmar que minha dor é maior. 
Você ainda não enxerga, ainda está sofrendo mais do que eu e me odiando pela minha vida perfeita. E eu continuo achando que a sua vida perfeita não permite que você veja minha dor. E onde vamos parar  com tudo isso? O que o córrego desse rio que transborda está irrigando?
fevereiro 2, 2011 1 comentário 96 Visualizações
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Poemas-quase

CORPO

por Alexandra Deitos janeiro 31, 2011
Corpo cru, convexo, nu.
Retratos da meia luz.
Corpo cru, côncavo, nu.
Retratos andaluz.
janeiro 31, 2011 0 comentários 78 Visualizações
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Poemas-quase

Foi onde será

por Alexandra Deitos janeiro 31, 2011
A transparência, onde
O espelho era vidro e o vidro era espelho
O inevitável era simples demais para ser evitável
Em cada beijo nós queríamos tudo
E em cada palavra tudo era impossível
A ferida e a cura, onde
A mão pesada seguiria em carícias eternas
A falta já havia cansado e o amor transbordado
Ela voltava sozinha sempre
E ela sempre seria acompanhada
A moça presente, onde
Um ângulo cinza reto cortava dores coloridas
Um amanhã de premissas no topo da estátua mais bela
Esse amor que não paramos para viver
E talvez seja mais bonito assim, ou por isso
janeiro 31, 2011 0 comentários 77 Visualizações
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Oi, sou Alexandra!

Você pode me conhecer como Xanda ou Alê. Dizem que somos a mesma pessoa, mas claramente somos duas, ou muitas mais. E aqui estou, ou estamos, e pretendo estar, cada vez mais inteira.

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