Ah, e quando há a despaixão então… Deixar de gostar é muito simples, reto, curto. Desapaixonar é a degustação, o delongamento, transformação que cultiva a beleza onde já era improvável.
O des não é verborrágico, não reclama frases, não deve ser explicado… e ainda assim jamais o des será vazio, afônico, seco. O des abre um caminho do meio, uma alameda entre o prolixo e o lacônico, onde a falta ou o excesso é de inteira responsabilidade de quem o usa. Isso é, para mim, uma das coisas mais lindas que se pode ter disponível.
