Alexandra Deitos
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Autor

Alexandra Deitos

Alexandra Deitos

Nasci numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, onde vivi os primeiros anos da minha vida até terminar o ensino médio. Então, ainda menor de idade, saí de casa e vim parar na cidade de São Paulo, onde estou até hoje. Na área das Artes e Design me formei Bacharel em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo | USP e Atriz pelo Teatro Escola Macunaíma, entre outras pequenas formações aqui e ali. Atuei na cena cultural através de projetos de light design e traje de cena por mais de uma década, quando inesperadamente me encontrei no caminho com o mundo canino. Estudei Comportamento Animal e o uso de metodologias educativas com enfoque Positivo e de Bem-estar Interespécies com Dante Camacho, Tudo de Cão, Universidade de Edimburgo, entre outros. Fundei a Pompom's House. Um espaço de hospedagem, convivência e socialização canina, onde, no momento, exploro minha experiência em Educação e Comunicação Canina, Manejo de Grupo e Diretrizes para Sociabilização. Você pode me conhecer de um desses períodos da minha vida. Ou, ter acabado de saber da minha existência nesse mundão. Não importa. Fico feliz que estejas aqui, e espero que algo do que eu compartilho seja troca e partilha contigo.

Interferências

Trecho de Gota d´agua

por Alexandra Deitos junho 19, 2009

Meu senhor, olhe pra mim, tenha dó,
Pai, por que, meu Pai? Você não deixou?
Como foi que o Creonte farejou, meu Ganga?
Responde, aponta uma estrada pra quem padece como eu
não há nada que ajude mais do que o padecimento
de quem me oprime.

Foi só um momento de alívio que eu pedi.
Não pode ser?
É possível que o Pai quis proteger Jasão,
que larga os filhos nas esquinas
e que se entrega ao canto das ondina?
Quis defender Creonte, esse ladrão
do rosto humano e a cauda de escorpião?
É justo conservar esse homem vivo?
E a filha, que mantém Jasão cativo
transformando em porcos os seus amigos?
Xangô, meu Pai, salvou meus inimigos por que motivo?
De que serve a vida deles?
Eu tenho que sair ferida, abandonada, doida, sem abrigo
Não, não pode fazer isso comigo, meu Ganga.
Não, não pode ser.
Você quer eles vivos para que? Por que?
Meu Ganga, meu Pai Xangô, o senhor quer dizer
que há sofrimento maior
do que morrer com veneno cortando as entranhas…
escorrendo, arruinando,
fazendo a carne virar uma pasta por dentro?…
Não, Senhor… É isso?
Afasta de mim essa idéia, meu Pai… Mas não,
meu Ganga, é pior… Pior, tem razão
Esse é o caminho que o Senhor me aponta
Aí em cima você toma conta das crianças?… (Grita) Não!…

Vêm, meus filhos, vêm…
Tem comida, vem…

Isso é o que o Senhor quer?
Meus filhos,
mamãe queria dizer uma coisa a vocês.
Chegou a hora de descansar.
Fiquem perto de mim que nós três, juntinhos,
vamos embora prum lugar que parece que é assim:
é um campo muito macio e suave,
tem jogo de bola e confeitaria
Tem circo, música, tem muita ave
e tem aniversário todo dia
Lá ninguém briga, lá ninguém espera,
ninguém empurra ninguém, meus amores
Não chove nunca, é sempre primavera
A gente deita em beliche de flores mas não dorme,
fica olhando as estrelas
Ninguém fica sozinho.
Lá não dói, lá ninguém vai nunca embora.
As janelas vivem cheias de gente dizendo oi
Não tem susto, é tudo bem devagar
E a gente fica lá tomando sol
Tem sempre um cheirinho de éter no ar,
a infância perpetuada em formol

A Creonte, à filha, a Jasão e companhia
vou deixar esse presente de casamento
Eu transfiro para vocês a nossa agonia
porque, meu Pai, eu compreendi
que o sofrimento de conviver com a tragédia todo dia
é pior que a morte por envenenamento.

Chico Buarque, engenhando maravilhosamente!
(e nem me passa o pensamento na morte dos filhos, mas em algo ainda muito maior nisso tudo…)

junho 19, 2009 0 comentários 84 Visualizações
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Lirismos

momento de felicidades do momento

por Alexandra Deitos junho 18, 2009

Abraços longos, apertados, energéticos. Sorrisos bondosos, acalentadores. Palavras amigas, sinceras, alegres. Olhares dedicados. Ombros, mãos, braços e abraços e mais abraços. Amizades e mais amizades.

As horas passadas fazendo qualquer coisa manual sem utilidade alguma além de enfeite.

Vontades de esquecer imediatamente um livro que se acabou de ler para poder começar tudo de novo, ou a interrupção de uma ótima leitura para não acabar com o deliciamento.

O acordar no meio de um sonho para divagar sobre existencialismo e caminhos com um urso de pelúcia.

Sorvete. Frango. Vinho. Bolo. Torta. Batata. Queijo.

O instante em que se faz uma associação a uma idéia lançada em algum espetáculo que se assistiu há muito, muito, mais muito tempo atrás. Ou outras coisas que se associa, entende, ou apenas mastigamos mais um pouco a idéia, muito, mas muito tempo depois.

Sensações de liberdade, acompanhada de uma certeza do saber lidar.

As crises de riso que levam a câimbras no estômago e a aparência patética de um ser drogado.

O aconchego que invade cada polegada do meu ser ao olhar para o meu quarto, para o meu espaço, para a minha casa, para a minha construção…

Vencer algum limite. Sentir uma emoção muito forte. Vislumbrar algo até então tão entranhado. Conhecer-se mais um pouquinho. Reencontrar-se na busca.

O momento de duelo, durante o espetáculo, entre eu e o personagem. Este duelo anterior e o posterior também… e a certeza que se estancou o sangue ao menos por um segundo das veias de qualquer um dos dois.

Alexandra Deitos, divagando….

junho 18, 2009 0 comentários 77 Visualizações
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Poemas-quase

TALVEZ

por Alexandra Deitos junho 15, 2009

quando meu sorriso oco
encontrar com as palavras ocas
um talvez
talvez poderá completar-nos

quando meu olho seco
encontrar com as mãos secas
um talvez
talvez poderá completar-nos

quando meu peito fechado
encontrar com os braços fechados
um talvez
talvez poderá completar-nos

quando minha pele gelada
encontrar com as costas geladas
um talvez
talvez poderá completar-nos

quando minha face desconhecida
encontrar com a face desconhecida
uma certeza talvez
talvez poderá completar-nos

as imagens presentes em ENSAIO AO ENGENHO, entre 2007 e 2014, são em partes de minha autoria e outras retiradas do google imagens durante o período citado. portanto, pode ocorrer que alguma imagem não esteja devidamente creditada. Assim, se você viu alguma imagem de sua autoria, ou sabe de quem seja, por favor, deixe um comentário ou entre em contato para que eu possa dar os devidos créditos ou então substituir a imagem, se assim for necessário.
junho 15, 2009 1 comentário 98 Visualizações
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Híbridos

há a existência

por Alexandra Deitos junho 12, 2009

Tenho convicções reais
Das quais posso estar equivocada
Completamente
Existe um mundo que nos cerca
Enquanto há neblina lá fora
Longe do asfalto em comum
Você respira no mesmo compasso
Eu tenho tudo
E eu tenho o nada da canção
É o que acontece quando se faz o que quer
Sem relevâncias sucumbo ao sono
E amanhece
O mundo aos meus pés da cama
Com sorrisos largos
Na mesma imagem da bailarina
Na mesma unicidade do que cerca
Do oceano são gotas
Do vomito restos
E há coisas
Definitivamente impossíveis
Para uma geada queimar

junho 12, 2009 1 comentário 98 Visualizações
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Interferências

Produzir

por Alexandra Deitos junho 9, 2009

Pensava eu ainda a pouco sobre os ditos que correm por aí, de que um escritor só produz algo relativamente significante quando está em seus extremos…

E ainda a pouco li em minhas últimas leituras, no Jornal de Poesia:
“Nisto há Arte, meu caro senhor monge Jorge! Porque só a Arte tem o legítimo poder de transformar o puro em imundo; o imundo em sagrado. Onde se lia o Mal, leia-se o Bem!”

junho 9, 2009 0 comentários 83 Visualizações
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Interferências

REVOADAS

por Alexandra Deitos junho 4, 2009

No momento em que os picotes da carta atingiram o asfalto da madrugada, cãos vadios que desciam o breu côncavo de uma ladeira começaram a vociferar. Algo no peito feito um bagaço vivo ainda palpitava. Mas palpitava apertado, esfolando a cada ofegante choro seco que engolia. Sentiu uma raiva tremenda dos cães que avançavam, e gritou em voz baixa, venham seus miseráveis, retirem o resto da carniça, venham, que a mulher que eu mais amei me desprezou, devolveu-me a carta que escrevi, dizendo que a mim e só a mim a carta que escrevi era de fato destinada. “As cartas são para quem as escreve.”
(…)


Tiago Novaes, engenhando

do conto “Revoadas”
extraído da Antologia de Nelson de Oliveira, “15 contos brasileiros”

junho 4, 2009 1 comentário 92 Visualizações
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Inclassificavéis

fatos e não fatos

por Alexandra Deitos junho 2, 2009

Coisas que fazemos sem explicação, por vezes, tornam-se as mais importantes!
No frio excepcional de ontem a noite, com o sono e cansaço descomunal que ainda sinto e as milhares de outras coisas que tenho para fazer… o que me levou em última instância mudar meu trajeto até o Macunaíma?
Ok! Havia a palestra e eu sou baita empolgada para essas coisas… Mas há muito eu já tinha descartado a presença nesta…
Definitivamente algo me salvou da ignorância que seria não ter ido!
Sensitividade talvez…
E o fato é que as sensações encontraram o mais profundo do meu ser. E assim como eles tanto desejam: fui tocada! E assim como a Shuba: me emocionei!

Palestra com Angélica di Paula e João Otávio, pensamentos e divagações que latejam agora:

A arte elevada no seu potencial máximo transforma a cura. A cura elevada no seu potencial máximo transforma a arte.

Primeiro eu desenvolvo o HUMANO, para depois aprender a ser MULHER, e então ser ARTISTA, para por fim crescer como ATRIZ … e isso é lindo!

Se tocar uma única pessoa da platéia já valeu todo o esforço.

O movimento da arte… o abri-se para a sensibilidade, para o humano.

Se um processo tiver a necessidade de durar 2 anos… que dure 2 anos ou mais – é o mais natural. Afinal se o processo não transformar você: humano, homem, artista e ator… como poderá transformar o seu espectador?

Desculpe moço, desculpe moça… mas é você no personagem! E não há esse sofrimento terrível que criamos!

Dizem que o teatro está acabando e isso e aquilo, mas acredito que isso seja impossível… o teatro é a única arte que expõe frente a frente o homem, que choca o humano com o humano.

Entre tantas outras coisas que não lembrarei mais, mas que estão em algum lugar lá dentro!

Alexandra Deitos, divagando

junho 2, 2009 2 comentários 116 Visualizações
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De açúcar e de álcool

matinal

por Alexandra Deitos maio 28, 2009

Mesmo horário de novo.
1° ônibus.
Pensamentos sobre as mudanças do momento.
Cochilo.
Descida do ônibus, subida da plataforma.
Preguiça de correr… espero o próximo.
Observatórios.
Analisando cada pessoa que desce do ônibus.
Todos tão iguais, todos tão diferentes.
2° ônibus
Dorme.Acorda.
Dorme.Acorda.
Nunca chego… trânsito incomum para mim nesse dia.
Pensamentos sobre Marat/Sade.
Causa do tempo: acidente do ônibus anterior.
Atravessado na rua, dentro de uma casa.
Tudo livre de novo.
Observatórios.
Desço.
Caminho.
40 minutos de atraso.
E cá estou:

Alexandra Deitos, engenhando

maio 28, 2009 3 comentários 114 Visualizações
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Híbridos

renovar

por Alexandra Deitos maio 26, 2009

estava tudo tão seco
aquela cara poluída
uma luz opaca e turva
movido a ilusão

e então…

o dia amanheceu molhado
com cara de alegria
radiante de uma luz intensa
movido a realidade

maio 26, 2009 2 comentários 115 Visualizações
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Inclassificavéis

eu e eu

por Alexandra Deitos maio 25, 2009

Minha constante crise existencial do meu eu X teatro chocou-se com a nova crise existencial do meu eu X literatura e da eterna crise existencial eu X eu. E todas se fundiram em uma coisa só: uma crise existencial única da eterna busca!
O humano possui seus intermináveis dilemas, renováveis a cada segundo… Ficar neutro é impossível, irreal! Temos que fazer escolhas, e sofrer diante de qualquer uma delas enfrentando o preço não só da decisão como da conseqüência diante de tal, e isso se transforma na grande glória do ser humano: poder participar de sua auto criação! Possuirmos a nós mesmos… afinal, todo desespero é fundamentalmente um desespero de sermos nós mesmos.
E então é preciso o cuidado em dar-se conta das falsas necessidades que nos são implantadas, da falsa visão de nós mesmos. Enxergar que estamos na periferia do profundo, onde erroneamente vivemos acreditando que a existência consiste em buscar o prazer e evitar a dor…
Precisamos educar-nos sobre quem é o eu mesmo e quem ele pode ser.
Policiar-nos diante de tudo e, sobretudo, de nós mesmos!
Como li de Sartre: “Não importa o que fizeram de mim, importa o que eu faço daquilo que fizeram de mim”
E fica vagante nisso minha eterna busca…

Alexandra Deitos, engenhando e buscando

maio 25, 2009 0 comentários 85 Visualizações
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Você pode me conhecer como Xanda ou Alê. Dizem que somos a mesma pessoa, mas claramente somos duas, ou muitas mais. E aqui estou, ou estamos, e pretendo estar, cada vez mais inteira.

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