Alexandra Deitos
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Autor

Alexandra Deitos

Alexandra Deitos

Nasci numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, onde vivi os primeiros anos da minha vida até terminar o ensino médio. Então, ainda menor de idade, saí de casa e vim parar na cidade de São Paulo, onde estou até hoje. Na área das Artes e Design me formei Bacharel em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo | USP e Atriz pelo Teatro Escola Macunaíma, entre outras pequenas formações aqui e ali. Atuei na cena cultural através de projetos de light design e traje de cena por mais de uma década, quando inesperadamente me encontrei no caminho com o mundo canino. Estudei Comportamento Animal e o uso de metodologias educativas com enfoque Positivo e de Bem-estar Interespécies com Dante Camacho, Tudo de Cão, Universidade de Edimburgo, entre outros. Fundei a Pompom's House. Um espaço de hospedagem, convivência e socialização canina, onde, no momento, exploro minha experiência em Educação e Comunicação Canina, Manejo de Grupo e Diretrizes para Sociabilização. Você pode me conhecer de um desses períodos da minha vida. Ou, ter acabado de saber da minha existência nesse mundão. Não importa. Fico feliz que estejas aqui, e espero que algo do que eu compartilho seja troca e partilha contigo.

Insetos

LITHOSIINA | MARIPOSA LÍQUEN

por Alexandra Deitos abril 20, 2023

Lithosiina, uma mariposa líquen de tamanho muito reduzido

Floresta amazônica, 2023

Os insetos Lithosiina, comumente conhecidos como mariposas líquens, frequentemente se alimentam de líquens e/ou coabitam espaços com eles. O exemplar registrado aqui foi o primeiro inseto que “enxerguei” quando cheguei aqui no Juruá.

Impossível afirmar com exatidão o resultado dessas simpoiesis, mariposa-líquen-mariposa-humano, mas claramente são comunicações tentando se estabelecer e fazendo memória, corpo e modo.

abril 20, 2023 0 comentários 89 Visualizações
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AndançasMundo Meu

Terra & Água

por Alexandra Deitos dezembro 20, 2022

Ou, se a obra de Yoann Bourgeois fosse um lugar

Ou, sobre Tom Zé em movimento

Andança é movimento, mas movimento também é estar parada enquanto o mundo gira imperceptivelmente farfalhando matéria que se decompõe e transmuta.

Acordar todos os dias na mesma cama, vendo o horizonte por entre frestas de uma mesma veneziana, bamboleando pelo mesmo caminho quarto-banheiro, e depois a luz da mesma tela na mira da retina fazendo burburinho junto ao órgãos que despertam vorazes.

– Bom dia!, diz um.

– Dormiu bem?, diz outro.

– Buenos dias!, diz um outro.

– Olá, como vai?, diz um outro um.

De bons dias na luz quente-fria o nascer do dia se desenha completo, e, ainda assim, tudo permanece parado nesse movimento sem fim de retro compulsão.

Os dedos investem em uma movimentação descompassada tocando as teclas de um piano verborrágico: o grito escrito como um gemido de vazio numérico binário.

– FALTA…

Cartão amarelo rasgando a densidade da atmosfera em movimento estático. A parte que falta daquilo que transborda no calor do fogo de um amanhã que não há.

Erguer o corpo ao sabor do acaso, ao mínimo mediano que se propõe existir ali. Uma nota vibra ao longe em repetição simplória e sísmica, digna das manchetes disparadas aos ventos amigos. A andança para, por uma fração de segundo, enquanto alguém rompe a ordem cartesiana naquela fila da migalha do pão.

– E vira dança!

É estarrecedor ver a eletricidade que corre feito água nas veias abertas de um corpo que queima ao lançar-se em terra úmida. Como pode em uma gotícula de água que evapora brotar semente de caminho selvagem?

dezembro 20, 2022 0 comentários 168 Visualizações
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AndançasLitorâneas

Salvador

por Alexandra Deitos novembro 10, 2022

Me salva da dor?

Viajar só não é problema pra mim, pelo contrário, sempre revigorante como poucas outras coisas conseguem ser. Andar sem rumo com o desenrolar das paisagens, a conversar com o vento e as companhias que vão surgindo no bailado dos passos lentos. Ainda assim, nos últimos tempos, algo me dizia que eu também queria presença nessa andança, vez ou outra, talvez.

É muito difícil precisar certas coisas com a clareza necessária…

Morro de São Paulo, em solitude
Morro de São Paulo, em companhia

Uma nova viagem vinha sendo planejada, passagens compradas, tudo organizado para mais um momento de andança sola por aí. Mais eis que não estavam nos planos a revolução do meu, então, relacionamento! Não, pera, talvez até estivessem de algum modo, mas a verdade é que nunca se está inteiramente pronta para essas coisas.

Anos de terapia, e haja viagens internas para processar tudo, até que um dia as coisas param de passar na peneira, podem ser pedras preciosas ou apenas pedregulhos, ou até os dois, mas simplesmente formam uma conjuntura diferente e, então, não mais que de repente, algo muda na gente.

Sto. Antônio Além do Carmo pela janela da cozinha
Sto. Antônio Além do Carmo pela janela do quarto

Foi assim que eu terminei um casamento de mais de 5 anos como quem vira uma chave, mas que no fundo, sabemos todas, não é, nem de longe, bem assim.

Agora, lá estava eu, embarcando para minha viagem não somente só de corpo, como tantas vezes antes, mas também só de alma, se é que isso faz algum sentido. Um pouco estraçalhada, um pouco aliviada, um pouco chorosa, um pouco fogosa. Foram dias de muitos sentimentos conflitantes, ainda o são… e essa é a beleza da vida.

Salvador me testou. Prometeu me salvar da dor, mas não sem antes jogar um pouco de água salgada nas feridas. Sobe ladeira, transpira daqui, mergulha dali, passa umas horas na delegacia, outras tantas presa na hospedagem, conhece umas pessoas legais, outras nem tanto. Se encanta com as cores, se aconchega no calor e no suor, e sente o vazio de algo que não tem nome ainda. Tudo ao som dos tambores que pulsam no peito e te fazem ter certeza que está viva.

Se amanhã não houver, será doce ter vivido hoje, e ter conhecido a ti, Salvador!

novembro 10, 2022 0 comentários 146 Visualizações
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AndançasLitorâneas

Trindade & Cachadaço

por Alexandra Deitos outubro 26, 2022

A memória é um mundo à parte

Trindade, em Paraty, não é meu amor maior, mas tem lugares que já me tiraram o fôlego inumeras vezes. E lá estava eu, mais uma vez, para refazer caminhos antes já percorridos e buscar paisagens guardadas no tempo da memória.

Partindo de Paraty, de transporte público rumo a Trindade, em 40 minutos, com a van cheia mesmo fora de temporada, o mergulho na localidade já começa antes mesmo da primeira subida e a memória se certifica que tudo está como deveria estar.

Vista da Praia do Meio a partir da segunda trilha

As curvas exatamente nos mesmos lugares, a água invadindo a pista no mesmo ponto de sempre, o mar igualmente enérgico banhando a areia, a comunidade despertando lentamente a vida das ruas. Pé no chão, e tudo sob controle para traçar os caminhos que levam aos lugares.

Só que a gente esquece que o que já foi não é, e por mais que tudo muito se pareça em nossa memória, ela é um mundo à parte. Os lugares mudam, a gente muda, a memória também muda. O incontrolável é presença. E é assim que vamos a lugares completamente novos todos os dias se nos permitirmos olhar com mais atenção.

Nomes assinados em bambus ao longo de uma das trilhas

Cruzando o mesmo rio para pegar a trilha até a Praia do Meio, outras águas molham meus pés e vivem agora como memória também. A trilha para a Piscina do Cachadaço tem novas pegadas, mais bifurcações, declives e subidas antes diferentes. Por momentos, me pego pensando, e se lá chegar e nada for como era? É sempre possível.

O trajeto é sempre mais longo na dimensão da consciência, mas, logo a Piscina do Cachadaço se apresenta aos meus pés, olhos, e memória. Como estava? Única, no brilho daquele instante vivo, mas também refrescada na memória viva.

Registro da Piscina do Cachadaço
outubro 26, 2022 0 comentários 146 Visualizações
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AndançasLitorâneas

Saco do Mamanguá & Pico do Pão de Açúcar

por Alexandra Deitos outubro 3, 2022

Coração, corpo & mente, quem comanda quem?

Há quem diga que o Saco do Mamanguá, localizado em Paraty, não é um fiorde e sim uma ria. Seria algo assim porque fiordes originaram-se do degelo e a ria pela ação das marés. Mas entre controvérsias teóricas pelo nome, fico com a beleza da paisagem.

Um braço de mar que avança por 8 quilômetros do continente banhando montanhas cobertas de Mata Atlântica e formando muitas praias paradisíacas. Há muito o que se conhecer nesse paraíso, e logicamente o que visitei até então é quase nada. Mas é o nada deslumbrante que te deixa, como deve ser, querendo mais.

Vista a partir do topo do Pico Pão de Açúcar

Maneira de acessar o Saco do Mamanguá existem muitas. E pessoas fornecendo informações também. O que eu gostaria aqui é apenas que embarque comigo no relato da minha experiência e que isso possa te despertar inspirações para criar a sua em qualquer lugar que deseje.

Diante da análise de inúmeras possibilidades, disposição, custo benefício, relação tempo e outras tantas demandas. A escolha foi sair pela manhã de Paraty com o transporte público que leva até Paraty-Mirim, um encanto de vila que merece também seu relato em breve. 

A partir de Paraty-Mirim negociamos com um local a travessia por mar até a Praia do Cruzeiro, uma das 33 praias do Saco do Mamanguá, e que dá acesso a trilha do Pão de Açúcar, o foco do dia. Partimos com ele e Sophia, sua cãompanheira dona do barco. Por um trajeto de uns 30 minutos entre paisagens maravilhosas e informações sobre o local. 

Sophia, a cã dona do barco
Paraty-mirim
Lá em cima, o destino

Quando o Pico do Pão de Açúcar se apresentou à esquerda da embarcação e me dei conta da ‘escalada’ que me aguardava, a dúvida abalou todas as certezas. São 466 metros de elevação em apenas 1,5 km de distância do início da trilha até o ponto mais alto. Ver isso na sua frente é bem diferente de racionalmente estimar o que seria, principalmente quando se está sedentária e mentalmente duvidosa de suas capacidades de outrora.

Mateus, o barqueiro, deu o panorama: há quem faça em 40 minutos e há quem leve 3 horas. Pensei, claramente, que eu bateria o recorde e levaria bem umas 4 horas. Levando isso em conta, nos despedimos dele e da Sophia, marcando o horário mais tardio do retorno do barco para nos resgatar de volta à Paraty-Mirim.

E assim, partindo com os pés que saem do barco e são envoltos pelo mar, depois pela areia, então pelas folhas, raízes, barro, pedras e insetos, pé ante pé, iniciou-se a subida. Ser quem se é, e não quem se foi, é difícil demais. O coração saindo pela boca, entalado ali entre o possível e o que se deseja.

Começo da trilha
Algum trecho da trilha

As pausas para descanso começaram lentamente e foram tomando mais tempo que o movimento. ‘Pelo menos é só subida’ e ‘depois é só descer’. ‘Leve o tempo que for, eu vou chegar’. ‘O importante é que estou aqui’. ‘A Alexandra do passado já estaria lá em cima faz tempo’. ‘Se eu parar agora, ainda assim terá valido a pena’. ‘Acho que esse é meu limite’. A mente, arriscaria dizer, trabalha mais do que o corpo nesse processo. 

Mas também há outro fator. Para mim, fazer isso acompanhada estava sendo mais difícil do que sozinha. Por quê? Só muita terapia poderá responder… Mas, somente quando o meu companheiro resolveu avançar na frente e me esperar mais adiante, quando eu fiquei só comigo mesma é que eu soube que eu já tinha subido, eu estava lá em cima desde o momento que eu vislumbrei pela primeira vez ver o Saco do Mamanguá a partir do Pico do Pão de Açúcar.

E, assim, terminei os últimos metros de subida sem dúvidas sobre as certezas, no meu tempo do agora e feliz com quem sou. Foi 1h30 de uma vida na cabeça, um coração buscando o corpo, e um corpo mantendo-se vivo.

De onde parti…
Aonde cheguei…

Ah, a vista! Ela chegou, grandiosa e magnífica. Melhor do que eu imaginava, real como deveria ser, e como a parte de um todo ao qual pertence. A pequenez das embarcações lá embaixo, as profundidades nas tonalidades do mar, a ausência de outras pessoas, ocasionada pelo frio e pelas chuvas dos dias anteriores, tudo compondo aquela experiência, aquele momento.

E então, descer. Voltar a percorrer o caminho agora sobre outra perspectiva, novas sensações, a continuação do que é. Descer de fato é mais fácil, requer mais atenção, um pouco mais de musculatura para segurar o impacto, mas agora a mente já trabalha menos e tudo corre com mais fluidez, como a água.

Quando nos damos conta, o feito foi feito. E há tempo para caminhar pela praia, conversar com o senhor, morador que abriu a trilha, percorrer mais um trilha agora em direção a outra praia, avançar pelas pedras até ter o mar só para si e a imensidão a te abraçar. Com o passar das horas ver um barqueiro apontar ao longe, e se aproximar da pedra onde você está, como um velho amigo que te encontra ao acaso. Todos sorriem, pessoas, cachorra, mar, céu. Todos velhos amigos no tempo do seu próprio mundo.

Praia do Cruzeiro
Capela da Praia do Cruzeiro
Retorno a partir da Praia do Crepúsculo
outubro 3, 2022 0 comentários 163 Visualizações
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AndançasLitorâneas

Paraty, para ti, meu amor

por Alexandra Deitos setembro 29, 2022

Paraty, na costa verde, é um daqueles lugares que ocupam, no meu inconsciente, um lugar mais que idílico. Onde a vista grossa existe para os defeitos todos, e as qualidades são sem medidas. Aquele afago sempre bem vindo, aquela possibilidade perene de um futuro de sonhos intensos. Paixão sempre viva!

Eu a conheci em janeiro de 2015. Foi inebriante, arrebatador, e nenhum pouco furtivo. Estabelecemos um relacionamento sério ao longo dos tempos e estações, e flertamos muitas vezes com o casamento, união estável com comunhão total de bens. Mas a vida trás outros amores, outros sonhos, possibilidades mil e destinos desencontrados.

Nos separamos por um tempo. Nos amamos a distância. Nos traímos. Nos tornamos amigas distantes…

Mas é sabido que amigos verdadeiros se reencontram passado o tempo que for e se reconectam imediatamente, não é mesmo? E assim foi, e é! Amigas que se amam e se querem bem! Então, para o mundo, quero deixar aqui registros do nosso amor. E, para ti, meu eterno amor.

setembro 29, 2022 0 comentários 159 Visualizações
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De açúcar e de álcool

Caminhamos & Esbarramos

por Alexandra Deitos novembro 6, 2014

Caminhamos e esbarramos, e esbarrões são casualidades.

Casualidades truncadas, estranhas, desacreditadas, mas sempre elemento surpresa.

Acreditamos saber, planejar, premeditar, esperar, mas nunca sabemos, planejamos, premeditamos ou esperamos aquela pitada de sal extra, aquele açúcar baunilhado desapercebido.

Como não nos maravilharmos com a independência da vida?

Seria possível que houvessem sorrisos sem o desconhecimento dos momentos?

Quanta tristeza poderíamos acumular sem o escape do imprevisível? Quanto sobreviveríamos sem viver?

Talvez os mapas me causem mais medo pela sua identificação em saber-se, em conhecer e mostrar o adiante, do que a maravilhosa constatação da amplitude do que não se controla, não se conhece, não se pode esperar e, portanto, não se pode escapar.

novembro 6, 2014 0 comentários 176 Visualizações
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Proseios

E é, e foi, e é!

por Alexandra Deitos agosto 4, 2014
– A felicidade e o sofrimento são irmãos gêmeos, univitelinos e sapecas, não acha? 
– Logo menos você vai embora e eu vou sofrer um bocado, mas o que importa além de que agora você está aqui? 
– Ok! As alegrias são filhos únicos, mimados e que não se importam com o amanhã.
agosto 4, 2014 0 comentários 123 Visualizações
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Poemas-quase

Pela possibilidade de ‘cada … bem’

por Alexandra Deitos julho 20, 2014
Cada minuto pensando
é um dia passado
mal passado.
Cada hora sofrida                                                                   Cada tempo desperdiçado
é uma semana perdida                                                                  é um sonho acamado
mal despendida.                                                                                          mal acabado.
 
 
Cada palavra não dita                                                             Cada paixão não investida
é uma sombra maldita                                                                          é uma vida falida
 mal tida.                                                                                                            mal vivida.
 
 
  Cada amor não amado                                                                     Cada verso expelido
  é um mundo silenciado                                                               é um suspiro impedido
  mal amado.                                                                                                         mal lido.
 
Cada canção calada
é uma morte anunciada
mal pronunciada.
 

Yasmin e um de seus muitos irmãos

as imagens presentes em ENSAIO AO ENGENHO, entre 2007 e 2014, são em partes de minha autoria e outras retiradas do google imagens durante o período citado. portanto, pode ocorrer que alguma imagem não esteja devidamente creditada. Assim, se você viu alguma imagem de sua autoria, ou sabe de quem seja, por favor, deixe um comentário ou entre em contato para que eu possa dar os devidos créditos ou então substituir a imagem, se assim for necessário.
julho 20, 2014 0 comentários 155 Visualizações
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Interferências

Em si, o todo

por Alexandra Deitos julho 13, 2014
Ser aquilo que somos, simplesmente ser. Identidade que lembra calma, conforto, tranquilidade, mas também turbulência, angústia e abandono. Encontrar a identidade pode ser ainda tão difícil quanto conhecer a si mesmo. Escolhemos o que queremos ser e tentamos então ser tudo aquilo e mais um pouco. E isso é identidade? Ou então não escolhemos e apenas vamos assimilando o mundo que nos fornece identidades? Nós transitamos em um lugar e esse lugar transita pela gente. Nós transitamos por pessoas e somos transitados por elas. Vivemos em trânsito, em movimento. A efemeridade passa aqui e passa ali, e mudamos, mudamos tanto a cada tempo que como poderíamos saber o que permanece? Pessoas, sentimentos, lugares. Ocupar o mundo, a cidade, a vida, modificar e ser modificado, e ainda assim apenas ser. A identidade é realmente algo dissociado? Os estudos? A política? A moda? Consumimos opiniões, consumimos amores, consumimos lugares, consumimo-nos. “O que está na moda senão a própria moda?” Se somos construídos por tudo aquilo que nos permeia, olhamos também com muito mais que os olhos e talvez enxerguemos além daquilo que sabemos nomear.
julho 13, 2014 0 comentários 111 Visualizações
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Oi, sou Alexandra!

Você pode me conhecer como Xanda ou Alê. Dizem que somos a mesma pessoa, mas claramente somos duas, ou muitas mais. E aqui estou, ou estamos, e pretendo estar, cada vez mais inteira.

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