Alexandra Deitos
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Autor

Alexandra Deitos

Alexandra Deitos

Nasci numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, onde vivi os primeiros anos da minha vida até terminar o ensino médio. Então, ainda menor de idade, saí de casa e vim parar na cidade de São Paulo, onde estou até hoje. Na área das Artes e Design me formei Bacharel em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo | USP e Atriz pelo Teatro Escola Macunaíma, entre outras pequenas formações aqui e ali. Atuei na cena cultural através de projetos de light design e traje de cena por mais de uma década, quando inesperadamente me encontrei no caminho com o mundo canino. Estudei Comportamento Animal e o uso de metodologias educativas com enfoque Positivo e de Bem-estar Interespécies com Dante Camacho, Tudo de Cão, Universidade de Edimburgo, entre outros. Fundei a Pompom's House. Um espaço de hospedagem, convivência e socialização canina, onde, no momento, exploro minha experiência em Educação e Comunicação Canina, Manejo de Grupo e Diretrizes para Sociabilização. Você pode me conhecer de um desses períodos da minha vida. Ou, ter acabado de saber da minha existência nesse mundão. Não importa. Fico feliz que estejas aqui, e espero que algo do que eu compartilho seja troca e partilha contigo.

Crônicas-quase

Luiz Antônio – Gabriela (morte em acidente de trânsito)

por Alexandra Deitos abril 15, 2011
O DETRAN é exímio em sua função de sempre manter muito ampla a quantidade de taxas, implicações burocráticas e, claro que não se pode esquecer, sua capacidade mafiosa incontestável, e jamais deve se preocupar com qualquer outra coisa.
O CFC (“Centro de Formação de Condutores”), aliado ao DETRAN, tem como obrigação ajudar seus clientes a perder tempo, perder dinheiro, e principalmente aprender passo a passo como contribuir para a grande máfia, sob hipótese alguma pode tentar formar condutores bem preparados para o trânsito.
A CET (“Companhia de Engenharia de Tráfego”) existe apenas para executar competições de multas por minuto, e nunca para orientar em situações ou planejar um tráfego de trânsito melhor.
O transporte público (“direito do cidadão e dever do Estado”) em geral, serve como meio de lucro exorbitante, algumas vezes, se muito necessário, cumpre a função de transportar, porém é inaceitável que o transporte seja feito sob condições humanas e saudáveis.

Mas eis que por um acontecimento impossível, diante de condições tão propicias ao ir e vir seguro do cidadão, alguém morre em algum acidente de trânsito. É, fatalidades acontecem… lamentavelmente, por mais bem guardado que estejamos.
E quem quer que afirme que esse acontecimento foi um assassinato será tido como um desequilibrado, um transgressor da ordem pública. É realmente muito estranho alguém pensar nessa possibilidade… Também, quem quer que ouse dizer que Luiz Antônio – Gabriela foi assinada será tido em igual conta.
Por tanto não preciso enumerar os incontáveis meios que asseguravam uma vida digna a Gabriela, nem as outras incontáveis formas de segurança para a vida digna de Luiz Antônio. Fica claro, sem precisar relatá-los, que ela morreu simplesmente, vítima de uma fatalidade, ou, melhor, uma morte natural, jamais um assassinato. Como se Luiz Antônio – Gabriela sofresse uma morte em acidente de trânsito.
Afinal, assassinatos só são assassinatos quando quem provoca a morte dispara um tiro à queima roupa, uma facada, essas coisas, mais corpo a corpo, mais diretas. Mesmo a morte numa câmara de gás não pode ser assassinato, afinal a segurança está sendo estabelecida.
Não é mesmo gente?
P.S. Talvez os exemplos que dei dialoguem muito pouco, ou nada, mas certamente usar exemplos mais recentes e claros seria sensacionalismo demais e um menosprezo à inteligência de quem lê.
abril 15, 2011 0 comentários 102 Visualizações
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Contos-quaseProseios

A mesma, em qualquer lugar

por Alexandra Deitos abril 13, 2011
Embaixo de um toldo, o casal. Ela olha para o céu que pinga. Ele olha para os pés encharcados.
Ela – A chuva parece cair mais bonita aqui na Avenida Paulista.
Ele – A chuva é a mesma em qualquer lugar.
Ela – E foi isso que eu disse: parece!
Ela baixa o olhar para os pés molhados. Ele olha ao redor.
Ambulante – Olha o guarda-chuva! Guarda-chuva!
Ele acompanha com o olhar o rapaz que grita atravessando a rua. Ela volta a olhar para as gotas de caem lá do alto.
Ela – Isso foi rabugento, vai… pode, sim, ser mais bonita se a gente quiser!
Ele – Ok, se você quiser… mas ainda assim vai continuar molhando a gente. Vamos comprar um guarda-chuva!
Ele faz sinal para o vendedor que corre até o toldo. Ela observa a negociação.
Ele – Pronto, vamos!
Ela – Você gastou 15 reais numa armação de plástico preto que não vai servir para coisa alguma, tudo porque quer se convencer que a chuva é a mesma em qualquer lugar…
Ele – Ai, caralho! Começou…
Ela – Não. Eu terminei.
Ele – ?
Ele fica, parado, metade do corpo embaixo do toldo a outra metade embaixo do guarda-chuva recém aberto. Ela sai andando, em poucos segundos sua figura encharcada atravessa a rua, com a boca entreaberta mastigando gotas de uma chuva diferente.
Ele – Espera! Depois vai ficar doente…
Ela não espera. Logo ele também parte, encolhido sob o guarda-chuva ditando passos curtos.
–
Em algum momento eles chegarão a algum lugar, ambos molhados, ela um pouco mais. No outro dia ele irá acordar resfriado, ela o evitará para não se contagiar. O distanciamento de como encarar a chuva poderá nem ser lembrado, mas persistirá até a rendição de tudo que segue para evoluir.
abril 13, 2011 0 comentários 99 Visualizações
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Inclassificavéis

Existencialismo pouco é bobagem

por Alexandra Deitos abril 11, 2011

A vida seria basicamente comer, dormir, trabalhar, relacionar-se e, como conseqüência, movimentar-se. 
Há quem, pensando nisso, faça cara de desdém, achando banal demais a vida ser “só isso”. 
Só isso? Então por que será que a maioria nem consegue viver decentemente esse “só isso”?  
abril 11, 2011 0 comentários 86 Visualizações
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Inclassificavéis

Extra! Extra!

por Alexandra Deitos abril 5, 2011
Acabamos de passar por uma reforma ortográfica completamente inútil, mas eis que algo de muita utilidade pública se anuncia para breve: a reforma da Lei de Newton, onde finalmente dois corpos poderão ocupar o mesmo lugar no espaço e tempo.
abril 5, 2011 0 comentários 89 Visualizações
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Anomalias

INFANTIS

por Alexandra Deitos março 31, 2011

Um menino de cinco anos pergunta as horas.
Um homem de trinta anos não sabe responder.

março 31, 2011 1 comentário 103 Visualizações
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Poemas-quase

–

por Alexandra Deitos março 25, 2011
Mostro-te agora um sorriso acordado
e caso adormeça a mão te estenderei.
Dois pulsos firmes ali concordados
é a beleza verdadeira que eu amarei.
março 25, 2011 0 comentários 82 Visualizações
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Rítmicos desenhos

Quebras

por Alexandra Deitos março 22, 2011
Não mais as paixões.
(rendições arquiinimigas)
Não mais a felicidade.
–
Busca da própria negação.
(absortos em um eu)
Certos do ganho na não perca.
[negação
a
não
a
negação]
Um sono que te adormece 
em pedra 
é mais seguro quando velado.
(outro que dorme, ainda assim te escuta)
Esparramado o peso de um corpo
com o outro 
fica menos ridículo.
[não
a
negação
a
não]
Não mais o possível.
(rendições comodistas)
Não mais o crescimento
–
Busca do não próprio
(para ninguém)
Engolido por ninguém.
A
A
A a
A a r
Ar….. ar….
…ar! …ar! …ar!
março 22, 2011 0 comentários 97 Visualizações
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Híbridos

Serranias

por Alexandra Deitos março 17, 2011
Manhãs salgadas de não mar
De troncos petrificados
De vazios indecifráveis
Devorados pelo nada
(sem pelo, sem nada)
tardes, noites, madrugadaS
anomalias dessas vidaS
em cantigas perdidaS
ressecadas pelo nadA
(sem nada, sem pelo)
março 17, 2011 2 comentários 111 Visualizações
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Crônicas-quase

A vontade é um prato que precisa ser comido

por Alexandra Deitos março 15, 2011
Você sente vontade de comer nhoque, muita vontade, quase um desejo de grávida. 
Há um espaguetti super prático e garantido te esperando logo ali, e isso basta para você se render ao comodismo e a preguiça.
Tudo bem, é até um troca justa – está delicioso, foi mais rápido, mais prático, mais barato, menos desgastante… e assim você se estufa, mata todo sua fome… mas não sacia sua vontade!
O desejo passa a se alimentar sorrateiramente do vazio, o nhoque vai virando um monstro gigante dentro da sua cabeça. Por fim, o espaguetti perde o sentido e a fome que acabou já nada significa.
Agora você sabe: teria sido bem mais saudável e prazeroso ter sobrepujado a tentação da opção mais simples.
Assim também é, sem tirar nem por, quando alguém foge do conflito iminente acreditando que é troca justa.
Agora eu sei: só aquilo tudo que foi evitado teria podido me saciar.
março 15, 2011 1 comentário 115 Visualizações
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De açúcar e de álcool

Todos esses anos de frescor

por Alexandra Deitos março 10, 2011
O breu de um sonho vago interrompido por um braço que me enlaça no escuro do quarto. Um suor da história que não é, repleta de medos não-meus tão meus, eu já não sou aquela que simplesmente sentia, e até talvez eu nunca tenha sido. Enganei-me de minha própria liberdade enquanto escondia-me achando que desfilava. Assim, no encontro da concha esteticamente bela com paródias utópicas do mar, estatelei – o branco do olho vermelho, a pupila rodeada de verde-azul, o ritmar de milhões de corações descompassados, desnudos, diáfanos, falidos. Não era eu. Não sou eu. Não serei eu. Não-eu. Falácia.
Minha vida não-minha enquanto eu procuro não achar.
As formigas em círculos mortais e os macacos em imitações não evolutivas. As vidas codificadas publicando livros vazios. O cuidado que machuca e destrói mais que bombas atômicas. Os excessos de vida não vivida deixaram de ser o problema há muito tempo. O mundo expandido não foi o bastante porque a Lua não é Lua nas noites nubladas. Posso escolher a respiração ao meu lado, o palco pra vida, o sonho para o sono, o ar poluído, a beleza de beber o vinho só, a música que toca, a quem dar bom dia… mas nada disso faz sentido algum se não puder ser gritado debaixo da chuva e do sol, sem dores repartidas de um boi marcado em fuga, pelas linhas telefônicas em quilômetros e quilômetros de distância insignificante.
O mundo uma praia de nudismo, e se eu quiser me vestir que seja por mim.
março 10, 2011 1 comentário 115 Visualizações
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Oi, sou Alexandra!

Você pode me conhecer como Xanda ou Alê. Dizem que somos a mesma pessoa, mas claramente somos duas, ou muitas mais. E aqui estou, ou estamos, e pretendo estar, cada vez mais inteira.

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