Alexandra Deitos
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Autor

Alexandra Deitos

Alexandra Deitos

Nasci numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, onde vivi os primeiros anos da minha vida até terminar o ensino médio. Então, ainda menor de idade, saí de casa e vim parar na cidade de São Paulo, onde estou até hoje. Na área das Artes e Design me formei Bacharel em Têxtil e Moda pela Universidade de São Paulo | USP e Atriz pelo Teatro Escola Macunaíma, entre outras pequenas formações aqui e ali. Atuei na cena cultural através de projetos de light design e traje de cena por mais de uma década, quando inesperadamente me encontrei no caminho com o mundo canino. Estudei Comportamento Animal e o uso de metodologias educativas com enfoque Positivo e de Bem-estar Interespécies com Dante Camacho, Tudo de Cão, Universidade de Edimburgo, entre outros. Fundei a Pompom's House. Um espaço de hospedagem, convivência e socialização canina, onde, no momento, exploro minha experiência em Educação e Comunicação Canina, Manejo de Grupo e Diretrizes para Sociabilização. Você pode me conhecer de um desses períodos da minha vida. Ou, ter acabado de saber da minha existência nesse mundão. Não importa. Fico feliz que estejas aqui, e espero que algo do que eu compartilho seja troca e partilha contigo.

Poemas-quase

VAGO AFAGO QUALQUER

por Alexandra Deitos outubro 14, 2009
vago
afago
qualquer
sombras aparentes
luzes disformes
cometer o erro sabendo
convicto do fracasso
abraçando a sarjeta
a vela a rima o choro
a canção a lua o amor
a chuva a rua o lodo
a pela a unha o sangue
sabemos sempre antes
insistimos contrariar
o silencio de um grito
melodias simples
palavras travadas
qualquer
afago
vago
outubro 14, 2009 0 comentários 90 Visualizações
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Lirismos

Poesia para embalar a vida

por Alexandra Deitos outubro 9, 2009
se você fechar os olhos, e sonhar
se você abrir os olhos, e imaginar
se voce simplesmente ler um poema
o que você vai ter é só o que você quer
de cá para lá, de lá para cá
Amores Amores Amores
sentimentos extremados
na medida exata de cada êxtase
não importa quem, onde, ou o que
importa quanto e como
nuvens e flores
um balanço doce numa paisagem qualquer
outubro 9, 2009 1 comentário 118 Visualizações
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Interferências

Amor platônico…

por Alexandra Deitos outubro 5, 2009
…uma dessas histórias que todos nós vivemos. Ou melhor: não vivemos.
(as matérias do Digestivo Cultural, que sempre me encantam)
As possibilidades do amor platônico são muitas e muito vivas. Sorriem para a gente em cada esquina, cada milésimo de segundo, em cada falta de afeto concreto.
Ao longo de uma vida, a impressão de que este ou aquele traz uma promessa de felicidade no bolso, acompanha as relações reais, que sempre parecem piores, porque trazem, junto com os beijos, as brigas, as incompatibilidades, as picuinhas.
O “e se…” que atazana o resto da vida… Nos traz a utopia de uma felicidade que poderia ter sido vivida e não foi, a possibilidade de uma tentativa que seria um conto de fadas.
Tudo falso. Mas muito bem vindo nos momentos que sentimos aquela falta de algo bonito para se viver.
Quando a vida parece boa no presente, o passado é apenas um filme antigo. Mas quando a vida está ruim hoje, o passado se transforma numa espécie de paraíso perdido. Os amores platônicos não passam de lembranças maquiadas, mas como é boa a ilusão de que tudo poderia ser diferente, como é boa as imaginações do como teria sido.
O amor platônico é sempre melhor do que os outros. Ele não custa, não gasta, não entristece. Quando ele passa, ele vira relíquia. O amor de verdade, quando passa, deixa cacos.
A gente vai morrendo um pouco quando os amores não dão certo. Mas os amores que não acontecem, ah, estes são imbatíveis. Eles só deixam lembranças do que não aconteceu, do que foi apenas desejado e do que ninguém pode comprovar. Não há retratos, não há cartas, não há anéis. Só há um suspiro de “quem me dera”.
Sorrisos e sensações de amores breves e não de amores líquidos!
outubro 5, 2009 3 comentários 164 Visualizações
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Anomalias

O mineiro só é solidário no câncer…

por Alexandra Deitos setembro 30, 2009

… disse Otto Lara Resende.

Mas o fato mesmo é que:
O ser-humano só é solidário no sofrimento.

Por quê?
Porque o sofrimento alheio nos alivia!

Trágico? Ignóbil?
Mas é a vida como ela é! (não deveria ser)

Relapsos de Alexandra
setembro 30, 2009 1 comentário 126 Visualizações
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Interferências

MAIAKOVSKI como café da manhã

por Alexandra Deitos setembro 23, 2009
“Nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho”
~ . ~
“Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.”
~ . ~
“Sozinho não posso
carregar um piano
e menos ainda um cofre-forte.
Como poderia então
retomar de ti meu coração
e carregá-lo de volta?
Os banqueiros dizem com razão:
“Quando nos faltam bolsos,
nós que somos muitíssimo ricos,
guardamos o dinheiro no banco”.
~ . ~
“Eu não forneço nenhuma regra para que uma pessoa se torne poeta e escreva versos.
E, em geral, tais regras não existem. Chama-se poeta justamente o homem que cria estas regras poéticas.”
Vladimir Maiakóvski
setembro 23, 2009 0 comentários 110 Visualizações
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Interferências

A mulher que ri

por Alexandra Deitos setembro 21, 2009
“Hoje em dia, mesmo com os ritos de passagem em baixa, continuamos a sofrer no mínimo as ritualizações involuntárias do tempo e das circunstâncias. Queremos sempre resistir. Cabelos brancos despontam, e compramos videogames para os filhos que, sem coragem, não geramos. O espelho parece confuso: aquela barba no rosto, e o menino só tem 10 anos. Limpamos bem a mesa para o quebra-cabeça de 3.000 peças, jogando ao chão o memorando e os resultados da colonoscopia. Algumas vezes – que bom! – algumas vezes vencemos. Enxergamos o humor no absurdo, no arbitrário, no impossível. Rimos da fé e também da dúvida. Rimos do passado e das preocupações com o futuro. Rimos, e a brincadeira se faz à nossa volta, num carrossel de barcos ciscos potes tarifas rochedos marmitas prateleiras olerites abacates canivetes sepulturas valentias…”
Paulo Santoro

… e sempre bate a porta aquela frase que me foi dita: “Para que sofrer se eu posso ser feliz?”
Então dói, machuca, dilacera, esquarteja. Causem tudo que for possível, e o que for além também. Eu vou chorar um pouco a princípio, mas em seguida, caindo em mim: cantarei, sorrirei…
Que eu sou muito maior do que isso! Que a vida é muito mais do que isso!
Uma borboleta em busca da luz, nem sempre tem grandes chances, mas sempre segue o caminho que mais lhe parece correto.

Alexandra Deitos
setembro 21, 2009 1 comentário 122 Visualizações
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De açúcar e de álcool

E AGORA?

por Alexandra Deitos setembro 17, 2009

A rua é sem saída. Em frente temos uma parede que não pode ser transposta.
Num piscar de olhos a bússola do coração, que quer continuar, será pisoteada pelo fato inegável que é preciso voltar para trás, para só então seguir em frente.
E voltar atrás é doloroso, mas ficar parado diante da parede da rua findada acaba com qualquer possibilidade de paisagem.
Então onde se reside o medo de voltar? Porque a paralisia? Porque a dor?
O desejo é sofrimento.
E a teoria reluta em virar pratica.
E se a dor é inevitável, só temos que escolher a forma de dor que mais nos agrada.
Então eu prefiro escolher a dor que eu mesma possa me causar, com a certeza que pelo menos nada dependerá de ninguém.

setembro 17, 2009 4 comentários 171 Visualizações
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Poemas-quase

CERTEZA IMPRECISA

por Alexandra Deitos setembro 14, 2009
um vago sei lá
uma certeza imprecisa
um afago só
um carinho vazio
a gente sonha
a gente cria
e o que sobrevive ao dia
lamentos e sorrisos
setembro 14, 2009 2 comentários 135 Visualizações
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Lirismos

confusões, exaustões

por Alexandra Deitos setembro 9, 2009

Até onde devemos nos intrometer em uma briga que não é nossa?
Até onde ela passa a ser nossa? Até onde ela é benéfica? Até onde é puro desgaste?
As perguntas rondam-me sem descanso… e eu canso!
Aí em algum lugar dizia assim: “Se sentirá impotente para enfrentar toda a contrariedade a que se vê exposto”
Mas esse lance de caminhos é tão nebuloso. E pensar enlouquece qualquer pessoa sã.
É ingênuo querer uma vida linear, mas é insano ter tanta sede de conquistas.
Olhei para trás e fiz um mosaico! E agora? Por cima dele cresceu um medo de endurecer, de perder o tato diante da verdade nua e crua.
Medos, sempre os medos como condutores nesses terríveis enfrentamentos da vida.
A pergunta sempre lateja: “Afinal de contas, o que nos trouxe até aqui… medo ou coragem?”
Medo ou coragem? O quê nos traz, o quê nos mantém, o quê nos leva adiante?
Eu tenho torcicolo e estou exausta, mas sigo caminhando em frente… Não há descanso, é quem descansa perde, não sei o quê, mas perde. Competitividade quem impulsiona para algum lugar.
Vamos seguindo, com uns desejos que até daria para considerar simples. E quando chegar na beira do precipício a gente segue enfrente, só… por medo ou por coragem tanto faz.

Alexandra Deitos

setembro 9, 2009 1 comentário 112 Visualizações
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Anomalias

QUANTO? O QUÊ?

por Alexandra Deitos setembro 4, 2009

Quanto tempo nos é permito contemplar uma pessoa?
Quanto tempo nos é dado para divagações e realismos?
Quanto tempo é perdido ou quanto tempo é ganho?
O que é relativo?

setembro 4, 2009 0 comentários 100 Visualizações
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Oi, sou Alexandra!

Você pode me conhecer como Xanda ou Alê. Dizem que somos a mesma pessoa, mas claramente somos duas, ou muitas mais. E aqui estou, ou estamos, e pretendo estar, cada vez mais inteira.

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